Páginas

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Dicas para uma Meditação Rápida

Concentre-se na respiração: Deixe entrar o bom e faça sair o mau – esse deve ser o seu mantra enquanto medita. Se focar em seu padrão de respiração ajuda a se concentrar. Sua mente provavelmente irá divagar se você apenas se sentar em algum lugar com os olhos fechados. É preferível se concentrar em algo que não o faça pensar nos pensamentos negativos e na energia que o rodeia. Os exercícios de respiração são uma excelente forma de iniciar a sua prática de meditação.
 
Escolha uma posição confortável para sentar: Sua postura corporal é muito importante quando se trata de praticar a meditação. Escolha uma posição que seja confortável e equilibrada – mas não se desleixe. Sua coluna deve estar reta e o corpo em perfeito estado de equilíbrio físico. Só então você será capaz de alcançar o equilíbrio emocional e o relaxamento.
 
Permanecer no presente: É um dos pontos mais importantes a considerar. Concentre-se no que está à mão. Não deixe a sua mente divagar e permaneça no presente. Depois de ter praticado alguns exercícios de respiração, você pode começar a observar as realidades físicas que o rodeiam. Observe os sons e tente discernir sua direção. Você ficará surpreso ao descobrir quantos sons é possível escutar em um lugar aparentemente tranquilo. A concentração aguça suas habilidades de discernimento e você se torna mais perceptivo para as realidades ao seu redor.
 
Lidando com pensamentos: A meditação é uma técnica de relaxamento, por isso você deve relaxar, não permitindo nenhum pensamento negativo em sua cabeça. No entanto, não se esforce demasiado para “não pensar” – o padrão de pensamentos é natural e eles são obrigados a surgirem em sua mente. Para evitar isso, você deve se concentrar na sua respiração. Você pode até mesmo contar sua respiração se isso o ajudar a se concentrar e a manter sua mente limpa.
 
A meditação ajuda a relaxar e o torna mais perceptivo para as realidades físicas que o rodeiam. Você basicamente fortalece seu poder de concentração através da meditação e ela o ajudará a entrar em contato com a realidade, com uma abordagem diferente – uma abordagem que é mais positiva e sistemática. Para obter melhores resultados a partir de técnicas de meditação, é necessário que você goste de meditar. Não pense nisso como algo que tem que fazer; pense nisso como uma atividade que lhe dá prazer.
 
 
Texto extraído do site "Serenamente"

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Dicas para se desvencilhar da Ansiedade

 
  • 1 - Reservar disciplinarmente meia hora diária, se possível, para meditação: É preciso dominar a ansiedade desde já, procurando pacientemente dar um passo por vez, pois, ao se construir um prédio não se começa pelo telhado e sim pela fundação e seus pilares.

  • 2 - O local pode ser um cômodo de casa com a respectiva privacidade, conquanto, seja silencioso, de ambiente agradável, adornado com cores suaves de preferência. O som deve ser natural, ou musicado sem letra alguma, e deve ser muito suave. Deitar-se de costas para o chão sobre um tatame, ou um colchão desapertando toda a roupa, para que nada traga o desconforto, onde se inclua também o desconforto ambiental produzido pelo calor e o frio. Quanto maior for o conforto, maior será o aproveitamento.

    3 - Ponto crucial, respiração, deve-se inspirar e espirar com consciência, ou seja, prestando o máximo de atenção no ir e vir da respiração, o pensamento saudável neste exato momento é imperativo, pois, a mente é o quartel general donde parte todos os comandos para que o corpo sinta seus reflexos positivos ou negativos, daí comandar corretamente a respiração. Observação óbvia, porém, enfática: Pode-se ficar um bom tempo sem se alimentar, mas sem respirar, com a absoluta certeza não. Eis a importância da respiração a qual leva vida à outra vida, que é o sangue, e especialmente ao cérebro.

    4 - Relaxamento fundamental. Comande amoravelmente os membros do seu corpo a começar pelos artelhos, ordenando a eles para se soltarem e o mesmo vai-se fazendo com as panturrilhas, joelhos, plexo solar, caixa torácica, ombros e pescoço, com leves movimentos conscientes, relaxar os nervos faciais imitando um estado de sonolência a envolver a testa e os olhos, campo da terceira visão por onde flui a sabedoria espiritual do homem.

    5 - Agora vem o ato principal dessa ludoterapia: comandar a mente. Crie uma película cinematográfica mental e seja o seu protagonista. Veja-se num campo florido, sentindo o cheiro da natureza local, sinta-se leve como a brisa intocável por mal algum. Sua mente começa-se incomodar com tal situação da qual não está acostumada e vai querer rejeitar essa gloriosa e saudável ideia. Então começa a luta interior, pois, quando tiver vencido o seu inimigo interior, o exterior tornar-se-á maneiro. Quando ela atravessar suas ideias, dispense-a voltando ao primeiro estágio de focar no seu objetivo, a paz de espírito.


    Extraído do blog Serenamente

    segunda-feira, 3 de novembro de 2014

    Para Eliminar Manchinhas da Alma

    Ingredientes:
     
    1 litro de ternura
    1 litro de óleo concentrado de paciência
    1 quilo de perdão em pó
    1 litro de essência de amizade
    2 litros de bom-humor
    3 litros de extrato concentrado de solidariedade humana
    1 litro de esperança
    2 litros de tolerância
    10 pitadas de sorrisos espontâneos
    2 litros de essência de Amor Universal
    1 folha de papel de carinho do seu tamanho.
     
    Modo de Fazer:
     
    Misture o amor, o perdão e os sorrisos espontâneos no caldeirão que se encontra no fundinho do seu coração.

    Passe os outros ingredientes por uma peneira bem grossa e adicione-os aos do caldeirão.

    Leve o caldeirão ao fogo alto da sua bondade, mexendo sempre até alcançar o ponto de pasta cremosa.

    Deixe a pasta esfriar, até ficar morninha.

    Abra a folha de papel de carinho e besunte-a com a pasta.

    Deite-se sobre a folha de papel de carinho e enrole-se nela.

    Suspire bastante, profundamente.

    Relaxe.

    Pense em momentos alegres que fizeram com que

    você risse sonoramente.

    Pense naqueles outros que fizeram com que

    você se derretesse de ternura.

    Sinta o gosto de mel de abelhas .

    Sinta o perfume das flores que você acha bonitas.

    Sinta a temperatura de uma noite de verão estrelada.

    Ouça a música alegre do rouxinol .

    Mantenha o seu coração pleno de emoções boas.

    Aguarde até que a pasta cremosa e

    a folha de papel de carinho tenham sido completamente absorvidas.

     
    Resultado:

    Você perceberá que todas aquelas manchinhas que o(a) aborreciam em relação ao próximo, ao bem-conviver, terão desaparecido.

    Caso uma ou outra persista, repita a receita .

    Elas desaparecerão por completo e você se sentirá leve e feliz!
     
     
    Autor: Claudinha Aldana

    segunda-feira, 6 de outubro de 2014

    Não Voltar Atrás

    Um dos maiores obstáculos para a conquista da paz interior é a insistência da mente em nos manter presos ao passado. Se algum dia, em algum momento, algo deu errado e vivenciamos a experiência da perda, da decepção ou da frustração de algo muito desejado, o ego fará de tudo para nos manter escravizados a esta experiência.

    Quanto mais inconscientes formos deste processo, maior será a dificuldade para nos libertarmos e o tempo necessário para isto pode levar meses, anos e até mesmo toda uma vida.

    Felizes os que têm a oportunidade de receber da existência a possibilidade de adquirir a consciência acerca de como esta crença negativa se desenvolve. Embora apenas isto não seja suficiente, constitui um passo essencial.

    Se quisermos, de fato, deixar o passado para trás, teremos de enfrentar o maior dos obstáculos: o medo. Ele fará de tudo para nos manter paralisados em nossa zona de conforto, com o argumento de que está ali para nos proteger de novos sofrimentos.

    Mas, como o crescimento interior só pode acontecer na presença do desafio, em algum momento, seremos pressionados pela vida a abandonar nossa pseudo-segurança e a redescobrir a fonte de coragem e destemor com que chegamos ao mundo.

    Antes que a mente e o ego se formassem, nada nos parecia ameaçador, vivíamos num constante estado de alegria, relaxamento e confiança. Recuperar esta condição do Ser, sem se deixar dominar pelo pânico de experimentar o novo, o desconhecido, constitui a maior vitória que podemos alcançar em nossa jornada.

    Somente os que não se contentam com uma existência medíocre e possuem uma vocação inabalável para a felicidade, se disporão a enfrentar o que for preciso para se libertar das limitações impostas pela mente e o ego.

    Se houver uma vontade firme, aos poucos o desejo de superação se tornará maior do que a resistência, até que, finalmente, o impulso da coragem se fará presente e conseguiremos dar o tão desejado salto.

    "Vá fechando os capítulos que você já leu; não há necessidade de ficar voltando e voltando de novo. E nunca julgue nada do passado pela nova perspectiva que está chegando, porque o novo é o novo, incomparavelmente novo. O antigo foi certo dentro de seu próprio contexto, o novo é certo dentro de seu próprio contexto. E os dois são incomparáveis". - Osho.

    Elisabeth Cavalcante

    quarta-feira, 17 de setembro de 2014

    Alinhar a Mente com o Coração para Encontrar a Paz Interior



    Hoje vamos compartilhar com vocês o alinhamento da cabeça com o coração. Esta experiência é uma consequência de tudo o que liberamos, é o resultado de curar ressentimentos, ódios, resistências, já que essa paz, assim como o amor e a alegria, são essencialmente a nossa natureza interior.

    E por que falamos de alinhamento? Na maioria das vezes, a cabeça está liderando nossas ações, nossos sentimentos, criando projetos e ideias. Damos prioridade a todos esses planos, a essa informação, a tudo o que acontece externamente, e não prestamos atenção ao nosso interior, ao que sentimos, que de fato é a bússola que orienta e dirige o barco da nossa vida, e que nos indica o caminho que nos proporcionará a realização como seres humanos, aquilo que vibrará em uníssono com o crescimento verdadeiro, enquanto transitamos rumo à nossa evolução humana.

    Desde a escola, aprendemos tudo o que tem a ver com o lado de fora. Muitos de nós também aprendemos, no contexto de nossas famílias, aquilo que tem a ver com o que internamente necessitamos: os valores, os princípios, o calor e o nutritivo do cuidado amoroso, isso que naturalmente acrescenta, dentro de nós, a segurança e a autoestima.

    Mas muitos de nós, não tivemos essas oportunidades. E então, quando vamos para o mundo, estamos totalmente desconectados do que sentimos, chegando as vezes até o desespero de sentir-nos perdidos, à mercê da tempestade da vida, sem qualquer bússola que nos guie. O que podemos fazer?

    Primeiro, vamos explorar o segredo para alinhar a cabeça com o coração. E isto começa por levar sempre nossos passos em direção àquilo que vibra na verdade. Quando falamos da verdade estamos falando da voz do coração, e quanto mais fizermos isso e mais nos focarmos em crescer em consciência, mas se intensifica. Falar a verdade nos leva a expressar e compartilhar a nossa sabedoria interior, a nossa onisciência, algo que vai além do intelectual, que fala do desconhecido, não daquilo estudado, não daquilo vivido, mas de uma experiência que vai além da dualidade, e dentro dessa experiência, fala da liberdade do amor incondicional.

    O amor incondicional é a linguagem do coração. Portanto, quando falamos a nossa verdade, a nossa cabeça e o nosso coração estão alinhados.

    Muitas vezes, dedicamos muitas horas a tanto acontecimento externo e superficial, até ficarmos cansados. Toda essa atividade não nos satisfaz, e ansiamos algo que dá um significado mais profundo a tudo, algo em que possamos expressar a verdade de nós mesmos. Mas podemos virar esse jogo se nos dedicarmos várias vezes ao dia a permitir que nossa atenção, literalmente, desça da nossa cabeça para o nosso coração, e ali se instale.

    Se ao fazê-lo, procuramos algo para apreciar, observando em silêncio -pode ser uma árvore florida, uma criança aprendendo, um ancião sensibilizado pela nossa atenção, água corrente irrigando terras, ou apenas uma canção-, pode sentir o seu coração, como se expressa? Você sente essa expansão?
     
    Por Isha

    segunda-feira, 1 de setembro de 2014

    Meditação e a experiência da verdade

    A meditação proporciona uma personalidade completamente nova a um indivíduo, uma vez que tira toda a amargura da vida e atribui bênçãos e inspirações. A meditação ajuda a encontrar a beleza, mesmo nos espinhos da rosa, para que possamos começar a desfrutar de diferentes aspectos da nossa vida em todas as formas possíveis.
     
    A meditação não é apenas um exercício de respiração, mas começamos a perceber várias pequenas coisas em nossas vidas que podem se tornar a fonte de nossa felicidade. Ela nos ensina o verdadeiro significado do amor, como amar e como sermos amados. Em outras palavras, ela nos dá todas as mudanças necessárias em nossa vida. Estaremos adicionando poder divino no corpo e na mente com a ajuda da meditação. A positividade estará tão aumentada em nosso corpo que irá expulsar toda a energia negativa da mente e do corpo humano.
     
    Em tempos como estes, as pessoas tendem a tomar drogas a fim de fugirem temporariamente das realidades e acabam se prejudicando a si mesmas por um longo período. A meditação, por outro lado, nunca poderá se tornar uma fonte de escape da realidade, mas tenciona nos ajudar a enfrentar a realidade, com uma abordagem positiva. Além disso, não tem nada a ver com religião. Se você é judeu, então você vai se tornar um melhor judeu, se você é um cristão – você vai ser um melhor cristão e se você é um budista, suas crenças sobre o budismo serão reforçadas.
     
    A meditação desempenha um papel vital ajudando as pessoas a entrarem num certo nível da mente humana, onde os efeitos e impressões de experiências emocionantes, agradáveis e prazerosas existem. O processo da meditação é tão natural para o corpo humano como dormir, comer ou beber, mas você deverá passar por muitos pensamentos distrativos e terá que trazer de volta sua atenção para o ponto focal.
     
    A meditação ajuda a experimentar a verdade. As experiências de nossa vida tanto pessoal como corporativa nos ensinam a verdade sobre uma determinada coisa, mas a meditação permite-lhe experimentar a verdade. Você irá encontrar-se livre de toda a escuridão e tristezas da sua vida, trazendo vida para isso a fim de banir a escuridão para sempre.
     
    Texto extraído do site "Serenamente".

    segunda-feira, 18 de agosto de 2014

    Um Espaço para o Novo

    Quem não quer algo novo na vida, algo mais feliz, um estímulo para viver diferente? Um novo amor? Ou um novo trabalho com mais significado?

    Infelizmente, tenho visto muita gente descontente, pessoas que aparentemente tem tudo para ser feliz e não se sente assim. Tenho visto também pessoas que tentam mudar o foco da tristeza descontando as frustrações em compras, na busca desenfreada de um amor, ou ainda na expectativa do sucesso profissional que acaba se transformando em competição e mais frustração.

    Quero deixar claro que sou a favor do crescimento, da mudança e da busca para alcançar tudo isso, mas não de uma forma louca, desenfreada. Sinto que precisamos ser sábios para analisar o ponto em que estamos para desejar seguir em frente. Por que se não agirmos assim, correremos o risco de ir alimentando frustração em cima de frustração. Pois querer mudar é bem diferente do que conseguir mudar.

    Precisamos olhar para nossas frustrações e ponderar o que de tudo que passamos faz parte de um amadurecimento natural da vida que impõe seus limites, e o que é uma acomodação nossa, escolhas erradas que hoje trazem seus frutos negativos, ou ainda uma estagnação por medo das implicações da transformação. E só a autoanálise trará as respostas. Por isso vamos nos analisar.

    Para ajudar, formulei algumas perguntas para você fazer para si mesmo:
    1. Você está dando verdadeiro espaço para o novo, ou está ficando só no desejo?
    2. Você tem medo da mudança?
    3. Consegue persistir na busca de seus objetivos, ou guarda os sonhos, como apenas sonhos por medo de não dar certo, ou qualquer outro medo escondido?
    4. Qual é a sua inspiração para mudar? Algo de fora, uma pessoa que você conheceu? Ou um extremo cansaço ou desgosto por tudo o que está vivendo? Fica a sugestão de analisar por que quer mudar...
    5. Você tem coragem de enfrentar o tempo de pausa entre o novo e o fechamento do ciclo atual?

    Essas são perguntas muito importantes que só você poderá responder. Aprendi com os Mestres que tudo começa dentro de nós. O impulso sempre vem da gente, ainda que nos inspiremos em fatos, pessoas, numa viagem, ou seja no que for, aquele impulso é uma semente que para germinar dependerá de nossa aceitação, do acolhimento e maturação daquela ideia original. Então, se você está querendo mudar de verdade, terá que enfrentar o desabrochar dessa intenção. E enfrentar também com paciência a passagem do tempo que trará mais entendimento e aprendizado. Precisará sair do sonho e correr riscos.
    Ainda que alguém, ou um fator externo seja a sua inspiração para mudar, será você que dará ou não força para isso acontecer.

    Se quer mudar não permita que o medo do novo aprisione você. Acho que você vai concordar que estamos vivendo um tempo muito louco, com muitas coisas novas acontecendo no mundo, grandes avanços tecnológicos e desafios de toda natureza para trazer o novo, inclusive quebrando paradigmas, pois há bem pouco tempo pensávamos que tendo um emprego seguro seríamos felizes, ou um carro novo traria contentamento, já que nós, ocidentais, fomos criados num mundo voltado para o consumo e realizações materiais, mas nem para nós isso está sendo suficiente, ou reconfortante, ou seguro. Sucesso, então... também não está trazendo contentamento, até por que conheço bem pouca gente que se considere "bem-sucedido". Queremos sempre mais, não é?

    Assim, se o desejo do novo, a inquietação da mudança está tocando a sua vida, permita-se tentar, ou pelo menos olhe para o desconforto com coragem de ver o que não está dando certo, o que você não quer mais. Por que se você tiver essa pequena coragem da autoanálise, com certeza, sua vida já estará caminhando para um novo momento no mínimo mais honesto.

    Sinto que estamos num momento em que a sociedade já está dando mais espaço para acolhermos as diferenças, as pessoas que vivem de uma forma diferente da nossa, o novo, e isso já é um espaço para o novo brotando no coletivo. E que assim seja. Se refletirmos até sobre o significado das orações, veremos que: "Assim na Terra como no Céu", pode nos remeter a visão das nuvens que vivem mudando de forma.

    Vamos ter coragem de nos soltar?
     
     
    Autor: Maria Silvia Orlovas

    quarta-feira, 6 de agosto de 2014

    Serenidade...

    O ritmo acelerado da vida na sociedade atual vicia o comportamento das pessoas na agitação; há uma necessidade constante de realizar tarefas. Infelizmente, isto faz com que a serenidade não seja vista com bons olhos. É uma sensação quase proibida, pois ela é comumente confundida com tédio e apatia.

    Não é tão simples gerar ocasiões de contemplação, quando se vive o tempo todo preocupado em cumprir responsabilidades. Mas podemos desenvolver o hábito de criar momentos serenos em nossa vida e desfrutar dos benefícios da serenidade. O corpo necessita de relaxamento para seu correto refazimento e a mente funciona com maior lucidez quando atua em paz. A serenidade é ativa e produtiva, não é um sinônimo de desânimo; é apenas um estado de lucidez e tranquilidade interior.

    Em realidade, muitos são aqueles que não sabem como se comportar quando estão desocupados. Até mesmo na época de férias, supostamente um período de descanso, as pessoas buscam viagens onde haja a possibilidade da realização de muitas atividades. Ao se encontrarem no campo, ou em uma cidade pacata, não sabem o que fazer, acabam optando por ingerir bebidas alcoólicas em excesso como forma de passar o tempo. Existe a errônea sensação de que estar sereno é estar subaproveitando a vida.

    A falta de serenidade existe, na maioria das vezes forçadamente, devido à prática de uma rotina de vida atarefada. Mas também há um aspecto inconsciente que faz com que as pessoas fujam dos momentos de serenidade; mesmo quando a oportunidade se apresenta. A serenidade viabiliza a contemplação da vida, traz o contato íntimo com a própria essência, possibilitando importantes reflexões. Algumas pessoas fogem da serenidade, pois nem sempre as conclusões provindas desses momentos são agradáveis. A serenidade está relacionada à paz interior, harmonia de sentimentos, e lucidez de pensamentos. Quando as pessoas estão insatisfeitas com elas mesmas, precisam de constantes estímulos externos, a fim de desviar o foco de sua atenção para o que está fora de si.

    O estado de serenidade viabiliza a apreciação intensa dos bons momentos da vida. Aquele que olha para uma flor com serenidade, sente sua força, beldade e delicadeza de sua essência; quem olha sem serenidade, apenas observa superficialmente sua beleza.

    O foco da serenidade é a observação profunda, ela proporciona a abstenção da postura crítica, eliminando o julgamento. Desta forma, realiza-se a contemplação, que é livre de influências emocionais que possam distorcer a realidade. O indivíduo sereno é conduzido ao entendimento profundo das verdades da vida, logo, cultivar a serenidade é uma preciosidade que deve ser valorizada.

    Manter-se sereno perante o estresse da vida não é tarefa fácil, mas é uma habilidade que pode ser desenvolvida com a prática. Dedicar-se a priorizar a paz interior e desprender-se das aflições é um caminho que, se percorrido várias vezes, torna-se um saudável hábito de comportamento.
     
    Gisela Luiza Campiglia

    quarta-feira, 30 de julho de 2014

    Você Sabe Pedir Ajuda?

    Como é difícil pedir ajuda às vezes. Aprendemos tanto com a autossuficiência e o individualismo que perdemos o jeito de pedir ajuda. Sentimos vergonha e acanhamento, ou sentimos orgulho mesmo. Orgulho para o outro não saber o que você está passando, ou para a sua imagem não ficar arranhada.

    Construímos autoimagens idealizadas de nós mesmos e nos identificamos com elas. Imagens de uma pessoa que se resolve bem, lida bem consigo mesmo e com suas dificuldades. Talvez a imagem de uma pessoa forte, que todo mundo pode contar com ela para o que der e vier. A imagem de alguém que entende de tudo e tem solução para tudo.  A imagem de alguém que não se deixa abater pelas circunstâncias da vida, ou de alguém que sempre se virou sozinho e nunca teve apoio e agora é que não vai ter.

    O fato é que essas imagens vão sendo estruturadas ao longo da vida e a pessoa se torna refém delas. Não consegue mais se desvencilhar de tais comportamentos que confirmam essa imagem e quando uma situação acontece, atua aquele personagem automaticamente. Enquanto isso, vai se fechando mais e mais em seu casulo de autossuficiência solitária e quando menos percebe, cadê o apoio das pessoas? Claro, todo mundo sumiu, ninguém nem pensa que você precisa de ajuda para alguma coisa. Parece até um afronta lhe perguntar: quer ajuda? A resposta é sempre a mesma: não, está tudo bem...

    O orgulho, que está encoberto pela imagem de autossuficiência é uma das características do eu inferior que mais nos causa problema. Quando estamos submetidos a ele, encobrimos muitos sentimentos como o medo, a vergonha, o complexo de inferioridade, o não saber das coisas, a impotência, o fracasso, a insuficiência, as perdas, os recalques, os vícios, a incompetência, a vaidade, a humilhação, a exclusão. Mas, como é muito difícil encarar essas emoções que machucam demais, a couraça do orgulhoso começa a se formar para se proteger. Então, o orgulhoso nunca pede nada, nunca precisa de nada e sempre é melhor que o outro em tudo.

    Conhece alguém assim? Se conhece, veja bem como ele atua e procure perceber o que ele esconde. Se esse alguém é você, faça uma lista das coisas mais difíceis de encarar em si mesmo, aquilo que mais o ofende, causa-lhe raiva ou o deixa triste. Pergunte-se quando esse sentimento surgiu na sua vida, faça uma retrospectiva, vá longe, lá na infância, perceba como isso foi reforçado ao longo dos anos. Peça de verdade para ir à origem dessa dor, ir ao núcleo, onde você sentiu que perdeu algo importante e a partir dali começou a forjar um novo eu para lidar com aquela dor. Ao chegar ao núcleo, perceba a promessa que você se fez e observe se até hoje você está agindo de acordo com ela. Nesse momento, terá duas opções, continuar no seu casulo ou sair dele e deixar o passado pra lá. Você escolhe.

    Se resolver abandonar a casca, olhe para as pessoas amigas que lhe ofereceram ajuda e você se negou a receber. Comece a ver o outro lado agora, exercite esse pedido, abra-se para a troca, para se doar também. Veja como é bom, como é agradável sentir o apoio e dar apoio. Como é caloroso e nos dá um senso de acolhimento e pertencimento. Como sentimos que estamos juntos, unidos, fazendo parte. Como o estado de separação se dissolve e a ideia de eu melhor que outro se revela ilusória e transitória. Perceba o ciclo da vida, um dia lá, outro dia cá. Veja que nada permanece igual o tempo todo. Hoje você dá, amanhã você pede. É um fluxo, a vida segue esse fluxo, tudo no universo segue esse fluxo da interdependência das coisas. É bom não resistir a isso, é bom fluir com a vida. Fica mais leve, mais fácil, mais gostoso. Vamos exercitar?

    Valéria Bastos

    quarta-feira, 23 de julho de 2014

    Livre-se do seu Juíz Interior

    Você algum dia já se deu a oportunidade de passar apenas um dia concentrando-se em aceitar completamente todas as pessoas e não fazer julgamentos? A maioria de nós acha essa tarefa muito difícil, pois é raro passarmos alguns momentos, quanto mais um dia inteiro, sem fazer um julgamento.
     
    Quando pensamos no assunto, muitos de nós ficamos consternados com a frequência com que condenamos os outros e a nós mesmos. Às vezes sentimos que é quase impossível parar de julgar. No entanto, tudo o que realmente precisamos é a disposição de começar a praticar não fazer julgamentos, a não esperar uma perfeição absoluta. O abandono de velhos hábitos vem com a prática repetida e constante.
     
    A maioria de nós manifesta um estado que poderia ser chamado de “visão de túnel”. Não vemos a pessoa como uma totalidade. Vemos apenas um fragmento da pessoa, e nossa mente muitas vezes interpreta o que vemos como defeito. A maioria de nós foi criada num ambiente doméstico e escolar que enfatizava a “crítica construtiva”, que, na verdade, em geral, é um disfarce para apontar defeitos.
     
    Nessas ocasiões em que nos surpreendemos repetindo esse mesmo erro com nosso cônjuge, nossos filhos, nossos amigos ou mesmo com alguém que só vemos de vez em quando, talvez fosse bom acalmar a mente, observar nossos pensamentos e tomar consciência de que apontar defeitos é uma atitude que depende totalmente de nossas experiências passadas.
     
    Avaliar e ser avaliado pelos outros, um hábito do passado, resulta, no pior dos casos, em medo e, no melhor, em amor condicional. Para sentir Amor incondicional, precisamos livrar-nos do nosso severo juiz interior. Em vez de um juiz severo, precisamos ouvir a nossa poderosa voz interior dizendo a nós e aos outros: “Amo e aceito você completamente tal como é”.
     
    À medida que reforçamos a decisão de só ver o Amor, fica mais fácil nos concentrar nos pontos fortes dos outros e ignorar suas fraquezas. É importante aplicar essa lição a todos e também a nós.
     
    Gerald Jampolsky