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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Alinhar a Mente com o Coração para Encontrar a Paz Interior



Hoje vamos compartilhar com vocês o alinhamento da cabeça com o coração. Esta experiência é uma consequência de tudo o que liberamos, é o resultado de curar ressentimentos, ódios, resistências, já que essa paz, assim como o amor e a alegria, são essencialmente a nossa natureza interior.

E por que falamos de alinhamento? Na maioria das vezes, a cabeça está liderando nossas ações, nossos sentimentos, criando projetos e ideias. Damos prioridade a todos esses planos, a essa informação, a tudo o que acontece externamente, e não prestamos atenção ao nosso interior, ao que sentimos, que de fato é a bússola que orienta e dirige o barco da nossa vida, e que nos indica o caminho que nos proporcionará a realização como seres humanos, aquilo que vibrará em uníssono com o crescimento verdadeiro, enquanto transitamos rumo à nossa evolução humana.

Desde a escola, aprendemos tudo o que tem a ver com o lado de fora. Muitos de nós também aprendemos, no contexto de nossas famílias, aquilo que tem a ver com o que internamente necessitamos: os valores, os princípios, o calor e o nutritivo do cuidado amoroso, isso que naturalmente acrescenta, dentro de nós, a segurança e a autoestima.

Mas muitos de nós, não tivemos essas oportunidades. E então, quando vamos para o mundo, estamos totalmente desconectados do que sentimos, chegando as vezes até o desespero de sentir-nos perdidos, à mercê da tempestade da vida, sem qualquer bússola que nos guie. O que podemos fazer?

Primeiro, vamos explorar o segredo para alinhar a cabeça com o coração. E isto começa por levar sempre nossos passos em direção àquilo que vibra na verdade. Quando falamos da verdade estamos falando da voz do coração, e quanto mais fizermos isso e mais nos focarmos em crescer em consciência, mas se intensifica. Falar a verdade nos leva a expressar e compartilhar a nossa sabedoria interior, a nossa onisciência, algo que vai além do intelectual, que fala do desconhecido, não daquilo estudado, não daquilo vivido, mas de uma experiência que vai além da dualidade, e dentro dessa experiência, fala da liberdade do amor incondicional.

O amor incondicional é a linguagem do coração. Portanto, quando falamos a nossa verdade, a nossa cabeça e o nosso coração estão alinhados.

Muitas vezes, dedicamos muitas horas a tanto acontecimento externo e superficial, até ficarmos cansados. Toda essa atividade não nos satisfaz, e ansiamos algo que dá um significado mais profundo a tudo, algo em que possamos expressar a verdade de nós mesmos. Mas podemos virar esse jogo se nos dedicarmos várias vezes ao dia a permitir que nossa atenção, literalmente, desça da nossa cabeça para o nosso coração, e ali se instale.

Se ao fazê-lo, procuramos algo para apreciar, observando em silêncio -pode ser uma árvore florida, uma criança aprendendo, um ancião sensibilizado pela nossa atenção, água corrente irrigando terras, ou apenas uma canção-, pode sentir o seu coração, como se expressa? Você sente essa expansão?
 
Por Isha

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Meditação e a experiência da verdade

A meditação proporciona uma personalidade completamente nova a um indivíduo, uma vez que tira toda a amargura da vida e atribui bênçãos e inspirações. A meditação ajuda a encontrar a beleza, mesmo nos espinhos da rosa, para que possamos começar a desfrutar de diferentes aspectos da nossa vida em todas as formas possíveis.
 
A meditação não é apenas um exercício de respiração, mas começamos a perceber várias pequenas coisas em nossas vidas que podem se tornar a fonte de nossa felicidade. Ela nos ensina o verdadeiro significado do amor, como amar e como sermos amados. Em outras palavras, ela nos dá todas as mudanças necessárias em nossa vida. Estaremos adicionando poder divino no corpo e na mente com a ajuda da meditação. A positividade estará tão aumentada em nosso corpo que irá expulsar toda a energia negativa da mente e do corpo humano.
 
Em tempos como estes, as pessoas tendem a tomar drogas a fim de fugirem temporariamente das realidades e acabam se prejudicando a si mesmas por um longo período. A meditação, por outro lado, nunca poderá se tornar uma fonte de escape da realidade, mas tenciona nos ajudar a enfrentar a realidade, com uma abordagem positiva. Além disso, não tem nada a ver com religião. Se você é judeu, então você vai se tornar um melhor judeu, se você é um cristão – você vai ser um melhor cristão e se você é um budista, suas crenças sobre o budismo serão reforçadas.
 
A meditação desempenha um papel vital ajudando as pessoas a entrarem num certo nível da mente humana, onde os efeitos e impressões de experiências emocionantes, agradáveis e prazerosas existem. O processo da meditação é tão natural para o corpo humano como dormir, comer ou beber, mas você deverá passar por muitos pensamentos distrativos e terá que trazer de volta sua atenção para o ponto focal.
 
A meditação ajuda a experimentar a verdade. As experiências de nossa vida tanto pessoal como corporativa nos ensinam a verdade sobre uma determinada coisa, mas a meditação permite-lhe experimentar a verdade. Você irá encontrar-se livre de toda a escuridão e tristezas da sua vida, trazendo vida para isso a fim de banir a escuridão para sempre.
 
Texto extraído do site "Serenamente".

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Um Espaço para o Novo

Quem não quer algo novo na vida, algo mais feliz, um estímulo para viver diferente? Um novo amor? Ou um novo trabalho com mais significado?

Infelizmente, tenho visto muita gente descontente, pessoas que aparentemente tem tudo para ser feliz e não se sente assim. Tenho visto também pessoas que tentam mudar o foco da tristeza descontando as frustrações em compras, na busca desenfreada de um amor, ou ainda na expectativa do sucesso profissional que acaba se transformando em competição e mais frustração.

Quero deixar claro que sou a favor do crescimento, da mudança e da busca para alcançar tudo isso, mas não de uma forma louca, desenfreada. Sinto que precisamos ser sábios para analisar o ponto em que estamos para desejar seguir em frente. Por que se não agirmos assim, correremos o risco de ir alimentando frustração em cima de frustração. Pois querer mudar é bem diferente do que conseguir mudar.

Precisamos olhar para nossas frustrações e ponderar o que de tudo que passamos faz parte de um amadurecimento natural da vida que impõe seus limites, e o que é uma acomodação nossa, escolhas erradas que hoje trazem seus frutos negativos, ou ainda uma estagnação por medo das implicações da transformação. E só a autoanálise trará as respostas. Por isso vamos nos analisar.

Para ajudar, formulei algumas perguntas para você fazer para si mesmo:
1. Você está dando verdadeiro espaço para o novo, ou está ficando só no desejo?
2. Você tem medo da mudança?
3. Consegue persistir na busca de seus objetivos, ou guarda os sonhos, como apenas sonhos por medo de não dar certo, ou qualquer outro medo escondido?
4. Qual é a sua inspiração para mudar? Algo de fora, uma pessoa que você conheceu? Ou um extremo cansaço ou desgosto por tudo o que está vivendo? Fica a sugestão de analisar por que quer mudar...
5. Você tem coragem de enfrentar o tempo de pausa entre o novo e o fechamento do ciclo atual?

Essas são perguntas muito importantes que só você poderá responder. Aprendi com os Mestres que tudo começa dentro de nós. O impulso sempre vem da gente, ainda que nos inspiremos em fatos, pessoas, numa viagem, ou seja no que for, aquele impulso é uma semente que para germinar dependerá de nossa aceitação, do acolhimento e maturação daquela ideia original. Então, se você está querendo mudar de verdade, terá que enfrentar o desabrochar dessa intenção. E enfrentar também com paciência a passagem do tempo que trará mais entendimento e aprendizado. Precisará sair do sonho e correr riscos.
Ainda que alguém, ou um fator externo seja a sua inspiração para mudar, será você que dará ou não força para isso acontecer.

Se quer mudar não permita que o medo do novo aprisione você. Acho que você vai concordar que estamos vivendo um tempo muito louco, com muitas coisas novas acontecendo no mundo, grandes avanços tecnológicos e desafios de toda natureza para trazer o novo, inclusive quebrando paradigmas, pois há bem pouco tempo pensávamos que tendo um emprego seguro seríamos felizes, ou um carro novo traria contentamento, já que nós, ocidentais, fomos criados num mundo voltado para o consumo e realizações materiais, mas nem para nós isso está sendo suficiente, ou reconfortante, ou seguro. Sucesso, então... também não está trazendo contentamento, até por que conheço bem pouca gente que se considere "bem-sucedido". Queremos sempre mais, não é?

Assim, se o desejo do novo, a inquietação da mudança está tocando a sua vida, permita-se tentar, ou pelo menos olhe para o desconforto com coragem de ver o que não está dando certo, o que você não quer mais. Por que se você tiver essa pequena coragem da autoanálise, com certeza, sua vida já estará caminhando para um novo momento no mínimo mais honesto.

Sinto que estamos num momento em que a sociedade já está dando mais espaço para acolhermos as diferenças, as pessoas que vivem de uma forma diferente da nossa, o novo, e isso já é um espaço para o novo brotando no coletivo. E que assim seja. Se refletirmos até sobre o significado das orações, veremos que: "Assim na Terra como no Céu", pode nos remeter a visão das nuvens que vivem mudando de forma.

Vamos ter coragem de nos soltar?
 
 
Autor: Maria Silvia Orlovas

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Serenidade...

O ritmo acelerado da vida na sociedade atual vicia o comportamento das pessoas na agitação; há uma necessidade constante de realizar tarefas. Infelizmente, isto faz com que a serenidade não seja vista com bons olhos. É uma sensação quase proibida, pois ela é comumente confundida com tédio e apatia.

Não é tão simples gerar ocasiões de contemplação, quando se vive o tempo todo preocupado em cumprir responsabilidades. Mas podemos desenvolver o hábito de criar momentos serenos em nossa vida e desfrutar dos benefícios da serenidade. O corpo necessita de relaxamento para seu correto refazimento e a mente funciona com maior lucidez quando atua em paz. A serenidade é ativa e produtiva, não é um sinônimo de desânimo; é apenas um estado de lucidez e tranquilidade interior.

Em realidade, muitos são aqueles que não sabem como se comportar quando estão desocupados. Até mesmo na época de férias, supostamente um período de descanso, as pessoas buscam viagens onde haja a possibilidade da realização de muitas atividades. Ao se encontrarem no campo, ou em uma cidade pacata, não sabem o que fazer, acabam optando por ingerir bebidas alcoólicas em excesso como forma de passar o tempo. Existe a errônea sensação de que estar sereno é estar subaproveitando a vida.

A falta de serenidade existe, na maioria das vezes forçadamente, devido à prática de uma rotina de vida atarefada. Mas também há um aspecto inconsciente que faz com que as pessoas fujam dos momentos de serenidade; mesmo quando a oportunidade se apresenta. A serenidade viabiliza a contemplação da vida, traz o contato íntimo com a própria essência, possibilitando importantes reflexões. Algumas pessoas fogem da serenidade, pois nem sempre as conclusões provindas desses momentos são agradáveis. A serenidade está relacionada à paz interior, harmonia de sentimentos, e lucidez de pensamentos. Quando as pessoas estão insatisfeitas com elas mesmas, precisam de constantes estímulos externos, a fim de desviar o foco de sua atenção para o que está fora de si.

O estado de serenidade viabiliza a apreciação intensa dos bons momentos da vida. Aquele que olha para uma flor com serenidade, sente sua força, beldade e delicadeza de sua essência; quem olha sem serenidade, apenas observa superficialmente sua beleza.

O foco da serenidade é a observação profunda, ela proporciona a abstenção da postura crítica, eliminando o julgamento. Desta forma, realiza-se a contemplação, que é livre de influências emocionais que possam distorcer a realidade. O indivíduo sereno é conduzido ao entendimento profundo das verdades da vida, logo, cultivar a serenidade é uma preciosidade que deve ser valorizada.

Manter-se sereno perante o estresse da vida não é tarefa fácil, mas é uma habilidade que pode ser desenvolvida com a prática. Dedicar-se a priorizar a paz interior e desprender-se das aflições é um caminho que, se percorrido várias vezes, torna-se um saudável hábito de comportamento.
 
Gisela Luiza Campiglia

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Você Sabe Pedir Ajuda?

Como é difícil pedir ajuda às vezes. Aprendemos tanto com a autossuficiência e o individualismo que perdemos o jeito de pedir ajuda. Sentimos vergonha e acanhamento, ou sentimos orgulho mesmo. Orgulho para o outro não saber o que você está passando, ou para a sua imagem não ficar arranhada.

Construímos autoimagens idealizadas de nós mesmos e nos identificamos com elas. Imagens de uma pessoa que se resolve bem, lida bem consigo mesmo e com suas dificuldades. Talvez a imagem de uma pessoa forte, que todo mundo pode contar com ela para o que der e vier. A imagem de alguém que entende de tudo e tem solução para tudo.  A imagem de alguém que não se deixa abater pelas circunstâncias da vida, ou de alguém que sempre se virou sozinho e nunca teve apoio e agora é que não vai ter.

O fato é que essas imagens vão sendo estruturadas ao longo da vida e a pessoa se torna refém delas. Não consegue mais se desvencilhar de tais comportamentos que confirmam essa imagem e quando uma situação acontece, atua aquele personagem automaticamente. Enquanto isso, vai se fechando mais e mais em seu casulo de autossuficiência solitária e quando menos percebe, cadê o apoio das pessoas? Claro, todo mundo sumiu, ninguém nem pensa que você precisa de ajuda para alguma coisa. Parece até um afronta lhe perguntar: quer ajuda? A resposta é sempre a mesma: não, está tudo bem...

O orgulho, que está encoberto pela imagem de autossuficiência é uma das características do eu inferior que mais nos causa problema. Quando estamos submetidos a ele, encobrimos muitos sentimentos como o medo, a vergonha, o complexo de inferioridade, o não saber das coisas, a impotência, o fracasso, a insuficiência, as perdas, os recalques, os vícios, a incompetência, a vaidade, a humilhação, a exclusão. Mas, como é muito difícil encarar essas emoções que machucam demais, a couraça do orgulhoso começa a se formar para se proteger. Então, o orgulhoso nunca pede nada, nunca precisa de nada e sempre é melhor que o outro em tudo.

Conhece alguém assim? Se conhece, veja bem como ele atua e procure perceber o que ele esconde. Se esse alguém é você, faça uma lista das coisas mais difíceis de encarar em si mesmo, aquilo que mais o ofende, causa-lhe raiva ou o deixa triste. Pergunte-se quando esse sentimento surgiu na sua vida, faça uma retrospectiva, vá longe, lá na infância, perceba como isso foi reforçado ao longo dos anos. Peça de verdade para ir à origem dessa dor, ir ao núcleo, onde você sentiu que perdeu algo importante e a partir dali começou a forjar um novo eu para lidar com aquela dor. Ao chegar ao núcleo, perceba a promessa que você se fez e observe se até hoje você está agindo de acordo com ela. Nesse momento, terá duas opções, continuar no seu casulo ou sair dele e deixar o passado pra lá. Você escolhe.

Se resolver abandonar a casca, olhe para as pessoas amigas que lhe ofereceram ajuda e você se negou a receber. Comece a ver o outro lado agora, exercite esse pedido, abra-se para a troca, para se doar também. Veja como é bom, como é agradável sentir o apoio e dar apoio. Como é caloroso e nos dá um senso de acolhimento e pertencimento. Como sentimos que estamos juntos, unidos, fazendo parte. Como o estado de separação se dissolve e a ideia de eu melhor que outro se revela ilusória e transitória. Perceba o ciclo da vida, um dia lá, outro dia cá. Veja que nada permanece igual o tempo todo. Hoje você dá, amanhã você pede. É um fluxo, a vida segue esse fluxo, tudo no universo segue esse fluxo da interdependência das coisas. É bom não resistir a isso, é bom fluir com a vida. Fica mais leve, mais fácil, mais gostoso. Vamos exercitar?

Valéria Bastos

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Livre-se do seu Juíz Interior

Você algum dia já se deu a oportunidade de passar apenas um dia concentrando-se em aceitar completamente todas as pessoas e não fazer julgamentos? A maioria de nós acha essa tarefa muito difícil, pois é raro passarmos alguns momentos, quanto mais um dia inteiro, sem fazer um julgamento.
 
Quando pensamos no assunto, muitos de nós ficamos consternados com a frequência com que condenamos os outros e a nós mesmos. Às vezes sentimos que é quase impossível parar de julgar. No entanto, tudo o que realmente precisamos é a disposição de começar a praticar não fazer julgamentos, a não esperar uma perfeição absoluta. O abandono de velhos hábitos vem com a prática repetida e constante.
 
A maioria de nós manifesta um estado que poderia ser chamado de “visão de túnel”. Não vemos a pessoa como uma totalidade. Vemos apenas um fragmento da pessoa, e nossa mente muitas vezes interpreta o que vemos como defeito. A maioria de nós foi criada num ambiente doméstico e escolar que enfatizava a “crítica construtiva”, que, na verdade, em geral, é um disfarce para apontar defeitos.
 
Nessas ocasiões em que nos surpreendemos repetindo esse mesmo erro com nosso cônjuge, nossos filhos, nossos amigos ou mesmo com alguém que só vemos de vez em quando, talvez fosse bom acalmar a mente, observar nossos pensamentos e tomar consciência de que apontar defeitos é uma atitude que depende totalmente de nossas experiências passadas.
 
Avaliar e ser avaliado pelos outros, um hábito do passado, resulta, no pior dos casos, em medo e, no melhor, em amor condicional. Para sentir Amor incondicional, precisamos livrar-nos do nosso severo juiz interior. Em vez de um juiz severo, precisamos ouvir a nossa poderosa voz interior dizendo a nós e aos outros: “Amo e aceito você completamente tal como é”.
 
À medida que reforçamos a decisão de só ver o Amor, fica mais fácil nos concentrar nos pontos fortes dos outros e ignorar suas fraquezas. É importante aplicar essa lição a todos e também a nós.
 
Gerald Jampolsky

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Como lidar com a ANSIEDADE?

Você se considera uma pessoa ansiosa?

Todos nós, em algum momento de nossas vidas, experimentamos a sensação de estarmos ansiosos. Nos dias de hoje essa sensação é bastante comum. Ficamos ansiosos até diante da possibilidade de uma chuva forte no fim da tarde que nos impossibilita trafegar em uma cidade como São Paulo, concorda?

Mas, o que difere estar ansioso diante de uma situação específica de ser um ansioso constante?

O ansioso patológico entra em sofrimento, isto é, o seu corpo físico sofre alterações consideráveis e, na maioria das vezes, sem um motivo aparente. Por exemplo, seu corpo apresenta uma sudorese excessiva, seu estômago se contrai, a garganta fica seca, a fala fica rápida e muitas vezes confusa, a mente fica tumultuada, etc.

Já o ansioso crônico não precisa de um fato ou situação para deixá-lo assim, essas alterações podem ocorrer a qualquer momento ou hora.

Muitas vezes perguntamos a uma pessoa ansiosa se tem algo acontecendo em sua vida que justifique este estado e ela nos responde que não.

É muito comum a ansiedade provocar distúrbios alimentares. Existe aquele que comerá em exagero e aquele que suspenderá a alimentação. Também pode aparecer uma propensão a determinado alimento como a ingestão de doce, que trás uma letargia encobrindo o estado de ansiedade e dando a sensação de controle ao ansioso. Outro sintoma comum é sentir o coração disparado.

Porém, todos esses sintomas precisam ser avaliados por um profissional para o diagnóstico correto. Hoje estamos sujeitos a muitas síndromes e o diagnóstico assertivo contribui muito para o tratamento. Independente se você apresenta o distúrbio da ansiedade ou se apenas fica ansioso de vez em quando, saiba que existem algumas formas de lidar com esse estado que tanto nos incomoda.

Primeiro é importante compreender que a ansiedade aparece quando não estamos firmes em nossas vidas, isto é, quando estamos vivendo em cima do muro. ‘Não sei se quero ir para a direita ou para a esquerda’, ‘não sei se amo ou não amo’. Também aparece nos momentos em que falta clareza quando, por exemplo, você escuta a pessoa mas aquele mensagem não está clara a você. A falta de clareza com nós mesmos e para com os outros nos coloca em estado de ansiedade. Ficamos pendentes, como se o nosso espírito não estivesse encaixado em nosso corpo físico.

Quando tomamos posse de nossa vida e colocamos o que queremos em ação a ansiedade desaparece como mágica.

A ansiedade nos tira do presente, nos coloca no passado em algo que aconteceu e que não foi compreendido ou no futuro, com medo de algo que se imagina que pode ocorrer. Em nenhum dos dois momentos se está encaixado no corpo, a energia ou está no passado, ou está no futuro. Dessa forma, meu corpo está no presente sozinho.

Quando se perceber ansioso, seja pelos sintomas físicos ou porque está pensando demasiadamente no passado ou no futuro, é hora de uma ação.

Pare por um segundo e dê ordens ao seu espírito para ocupar o seu corpo. Repita a frase: ‘Eu, seu nome, estou presente aqui e agora e tomo posse da minha vida’. Faça isso três vezes.
Caso seja possível tenha um dia mais ritmado, se alimentando a cada três horas e com horários certos para se alimentar e dormir.

Procure lembrar que é um ser Divino passando por uma experiência terrena, e que qualquer coisa que dê errado, é apenas um aprendizado. Alivie sua carga. Olhe para todas as pessoas e faça a seguinte imagem: estão todos fazendo o seu melhor, faça também o seu melhor e aceite o resultado.

Agora se a sua ansiedade está em um nível acentuado lhe causando dor e sofrimento procure um terapeuta ou um psiquiatra. Existem muitos métodos eficazes para se viver uma existência tranquila e saudável mesmo na correria de hoje.

Autor: Sílvia Martins
Texto extraído do site "Renascimento"


sexta-feira, 13 de junho de 2014

Aceleração do Tempo na Terra


Você já deve ter percebido que o tempo voa, começa a semana e num piscar de olhos já é sábado e domingo. Ou senão durante o ano também, o ano começa e logo já estamos em seus meados e assim indo para o final dele. Mostraremos explicações científicas e explicações relacionadas ao espiritismo sobre este tema.

E primeiro mostraremos a explicação científica sobre esse tema. Em 1952 o físico alemão W.O. Schuman concluiu que a terra é cercada por um campo eletromagnético que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera que se encontra a 100 km acima de nós. O campo possui uma ressonância de mais ou menos 7,83 pulsações por segundo. É uma espécie de marca passo que se responsabiliza pelo equilíbrio da biosfera, condição comum de todas as formas de vida. Todos os vertebrados e o nosso cérebro têm essa mesma frequência, 7,38 hertz. Por volta dos anos 80 e mais acentuado a partir dos anos 90, essa frequência passou de 7,38 para 11 e para 13 hertz por segundo. Portanto, devido a essa aceleração, o nosso dia de 24 horas está sendo somente de 16 horas, 13 horas e 12 minutos, 14 horas e 30 minutos (Isso varia da fonte de pesquisa).

A explicação que temos de acordo com o espiritismo é: Nosso planeta passa por um momento de transição planetária, ou seja, deixara de ser um mundo de provas e expiações e passará a ser um mundo de regeneração. E devido a isto, passaremos da 3º dimensão para a 4º dimensão, pois nesta o número de horas será menor. Então já começamos a sentir essa mudança para irmos nos adaptando e para aqueles que permanecerem a pós a transição já estarem aptos a esse novo tempo. Também de acordo com mensagens trazidas do mundo espiritual, a redução de tempo deve-se ao fato de termos efeitos imediatos sobre as ações que temos, por exemplo, todos os atos imorais e que não são íntegros que cometermos, terão efeitos contra nós imediatamente, ao invés de ter efeito após dias, meses ou anos, terão efeitos em horas ou até minutos. Vocês já devem ter reparado que às vezes alguém os faz algo e em seguida alguma coisa acontece com ela, uma espécie de “lição”. Uma carta canalizada através de Carlos Torres nos explica um pouco melhor isso:


Mensagem recebida dia 15 de fevereiro de 2011. ás 2.43 hrs


Queridos.
É perceptível e claro como estão sentindo a aceleração do tempo ai na Terra.
Isso é plausível já que estão adentrando para um novo modelo de vida. Uma nova forma de viver as suas vidas e lidar com os vossos egos inferiores.
Sabem quanto isso é necessário para atravessar de uma vez por todas as linhas invisíveis do esclarecimento mutuo.
Não há alternativa a não ser a do esclarecimento rápido e preciso.
Dizemos isso com foco direto sobre a lei das causas e efeitos.
Há uma legião aqui em trabalho de esclarecimento. Ainda muito dificultoso sim, devido às grossas cascas que ainda protegem as suas consciências.
Mas não há como impedir a força da luz e da verdade. Em breve ela chegará arrebatadora para trazer a mansa luz para as vossas mentes ainda obscurecidas pelo medo e pela mentira.
O mundo físico é um mundo repleto de ilusões e o medo é a maior de todas as ilusões.
Se até mesmo a morte que é a mãe de todos os medos não existe, por qual motivo então teriam de dar tanto valor aos outros pequenos infortúnios terrenos?
Todos eles são meros tentáculos do medo original, o medo da morte.
Não tenham medo da morte. Pois só a vida é que existe.
Parem e vejam como não há motivos reais para temerem, somente para amarem.
O tempo acelerará para terem a possibilidade de avançar a patamares evolutivos superiores que já estão se posicionando diante de vocês.
A aceleração do tempo vem de encontro com a aceleração dos processos de causa e efeito. A grande Lei do Carma. A lei que limpa, que regenera, que esclarece e eleva.
O que fizerem a partir de hoje terá seus efeitos praticamente imediatos. Verão isso com seus próprios olhos. Em tempos passados, para se observar uma reação de uma ação ou uma escolha era preciso esperar semanas ou até meses. Ás vezes uma vida inteira. Tudo muito lento.
Daqui em diante as reações serão imediatas, demorarão apenas alguns minutos.
Por isso não haverá mais espaço para as mentiras, as enganações, as auto corrupções e as omissões. Fontes de sofrimento e escuridão.
Sabem que do estamos falando, não é?
De despertar de consciência. De lucidez.
Se quiserem ir adiante terão de conhecer e compartilhar a lei da ética consigo mesmos, pois ética significa amor.
Em momento de esclarecimento e gratidão.

O Povo Azul. (Canalizado por Carlos Torres)

Não reparamos essa aceleração nos relógios, devido ao fato de: Relógios mecânicos tem relações com velocidade de rotação da terra, mas a gravidade diminuirá reduzindo o peso do balanço aumentando sua velocidade, ou seja uma coisa compensa a outra. Nos relógios eletrônicos ou atômicos possuem susceptíveis de alteração com aceleração das partículas atômicas. O que também nos mostra a hora normalmente, mas o que mostra que o tempo está acelerado é o descompasso de nossas atividades com o tempo disponível, pois parece que ele está voando. Começa o dia e logo já estamos no seu fim.

Espero que essas explicações tenham dado alguma luz a todos, em nossa opinião o tempo está voando mesmo, há tempos estamos percebendo isso, mas será para um bem maior. Que Deus abençoe a todos!

Por: Leon e Ana Clara
Do Blog Luz e Vida

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Ilumine-se!


"O autoconhecimento se torna uma necessidade prioritária na programática existencial da criatura. Quem o posterga, não se realiza satisfatoriamente porque permanece perdido em um espaço escuro, ignorado dentro de si mesmo". (Joanna de Angelis)

Antes do surgimento do espiritismo e das psicoterapias que investigam o inconsciente profundo, era conhecida somente uma memória, que ligava a pessoa a acontecimentos de sua vida atual. A ciência espírita e as novas metodologias terapêuticas aprofundaram a investigação do inconsciente humano através da memória periespiritual, também conhecida como memória extracerebral, ou seja, a faculdade que retém ideias, sensações e impressões adquiridas anteriormente à fase intrauterina da vida presente do indivíduo.

Essa visão interdimensional da natureza humana amplia a visão reducionista do comportamento e ilumina o caminho de quem busca respostas para os significados da vida a partir do processo de autoconhecimento.

No entanto, acessar uma área protegida pelo "véu do esquecimento" como se referem os espíritas, é aceitável sob o ponto de vista ético, quando a intenção é buscar informações que possam aliviar a dor psíquica pelo esclarecimento da situação pretérita que gerou a experiência de sofrimento da vida atual.

A regressão de memória a vidas passadas não opera milagres de cura, mas ajuda a pessoa a conhecer-se melhor através do mecanismo causa-efeito que gera o desconforto psíquico.

O ser inteligente é uma soma de fatores que associa passado e presente numa proposta de evolução consciencial. Acessar informações do inconsciente profundo em benefício de si mesmo é uma oportunidade de resgatar verdades perdidas no labirinto do tempo.

Neste sentido, a regressão de memória torna-se um eficiente instrumento quando utilizado com a finalidade terapêutica de trazer à luz da consciência, sintonias que se interconectam através de distintas épocas e que interferem de uma forma incisiva na qualidade de vida da pessoa.

O terceiro milênio avança e com a nova era de transformações, a visão interdimensional da natureza humana expande os horizontes do conhecimento para muito além da sensorialidade comum, abrindo caminhos para que a inteligência humana penetre em dimensões nunca antes visitadas.

Neste desbravar de caminhos, o autoconhecimento liberta o ego para que ele assuma sua identidade de conexões interdimensionais. Porém, antes, o processo deve passar pela compreensão e superação dos bloqueios psíquico-espirituais que ligam o indivíduo às repercussões de suas vivências na dimensão física. Ou seja, o ego precisa compreender-se para libertar-se de seu fardo e aceitar o self como legítimo substituto na jornada evolutiva.

Somos aquilo que criamos para nós mesmos, desta verdade ninguém escapa. Alimentamos, durante o ciclo reencarnatório, sentimentos que podem ganhar intensidade com o passar do tempo. Por falta de conhecimento de si próprio, acumulamos em nossa bagagem existencial: culpa, raiva, carência afetiva e desilusão, entre outros. Energia que atua negativamente no sentido de desfocar o espírito de seu real objetivo, que é o progresso pela via da libertação das mazelas humanas que o tornam dependente de uma limitada percepção existencial.

Se os relacionamentos não dão certo, procure em você as causas das frustrações amorosas. Se a carreira profissional não decola, encontre nas suas limitações as origens de sua indignação. Se alguns sentimentos mais intensos o perturbam a ponto de interferir na sua qualidade de vida, investigue o seu passado à procura de sintonias.

A falta de luz consciencial significa bloqueio, escuridão, prisão, desconhecimento. O contrário ilumina, desbloqueia, cura e liberta. Temos a liberdade de escolha entre uma situação ou outra. A primeira representa paralisia, cegueira existencial. A segunda significa libertação de si mesmo e expansão da consciência.

Somos o resultado daquilo que semeamos durante muitas vidas do espírito imortal. Neste longo processo, o despertar que altera o próprio paradigma não acontece por acaso. Precisamos ter convicção e perseverar no autoconhecimento para atingir, gradativamente, os degraus da evolução, que começa com a solução dos problemas mais simples, mas que impedem que visualizemos além de nosso egocentrismo.

Nascemos de pais biológicos, mas como disse Kahlil Gibran "somos filhos e filhas da vida, desejosa de si mesma". Desejo de ver seus filhos crescerem, se expandirem em busca de verdades íntimas que precisam compreender e elaborar para tornarem-se seres amadurecidos e de bem consigo mesmos, com o outrem e com o mundo em transformação.


Flávio Bastos

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O Poder do Foco


Nós realmente não temos ideia do quão poderosos somos. Temos a tendência de nos ver pequenos em um mundo enorme, fazendo todo o possível para influenciar as marés que estão entre nós e nossa realização. Mas há uma verdade que pode mudar essa percepção, deletar em nós o sentimento de vítimas para atingir a verdadeira liberdade: naquilo que você focar cresce.

Nosso foco cria a nossa realidade. Se nos concentrarmos no que está errado em nossas vidas e nossos mundos, o que vemos? O que há de errado! Mas se nos concentrarmos nas coisas que amamos, as coisas que nos inspiram e nos enchem de alegria, começamos a ver a beleza que antes estávamos tão cegos para ver. Você pode transformar sua experiência de vida em um instante, apenas optando em focar para dentro. Basta colocar a sua atenção profundamente para dentro de si, em vez de ficar preso nos dramas e preocupações do mundo que o rodeia, você pode quebrar os padrões que você teve ao longo da vida, de descontentamento e preocupação.

Então, se é tão simples, por que não o fazemos? Eu sei porquê: porque não queremos. Não queremos ser felizes, preferimos lutar por aquilo que achamos que deve ser corrigido. Não nos rendemos, queremos ganhar. Não queremos aceitar a nossa realidade, queremos perseguir nossas ideias sobre como as coisas deveriam ser, em vez de aceitá-los como elas são. Por quê? Porque estamos convencidos de que sabemos melhor do que ninguém como deveriam ser as nossas vidas. A verdade é que a nossa ideia do mundo perfeito foi moldada pelas opiniões de muitos, pelos medos e inseguranças causadas por muitas experiências de vida, por isso não é realmente a nossa ideia em absoluto.

As crianças não fazem isso. Elas abraçam o que elas têm, sem dúvida. Quando eu morava no litoral colombiano, os meninos locais costumavam jogar futebol com os pés descalços, com cocos. Eles não estavam lá fora, desanimados, pensando: "Se tivesse sapatos esportivos Nike, eu poderia jogar muito melhor". "Se tivéssemos uma bola de verdade, em vez do coco!" Eles não pensam assim, divertem-se demais apreciando o que têm do jeito que é.

Eu não nego a importância de trabalhar por um mundo melhor. Admiro qualquer atividade que ajude a unir a humanidade e melhorar a qualidade de vida no planeta. Mas se nos concentrarmos no que está errado, mesmo com a intenção de corrigir isso, estamos perpetuando descontentamento e insatisfação. Vamos nos concentrar no que temos conseguido, no mundo incrível e maravilhoso em que vivemos e as pessoas apaixonadas e inspiradas que estão dando o seu melhor para a humanidade a cada dia. Vamos nos concentrar no que podemos dar, nas maneiras pelas quais nós possamos trazer mais alegria e satisfação para a vida. Vamos nos concentrar em estar totalmente presentes, em nos conhecer, aceitar-nos e nos abraçar a nós mesmos. Então, naturalmente, estaremos compartilhando esse amor com aqueles que nos rodeiam.

No que você está focando agora? Nas frustrações do passado ou nas preocupações do futuro? Por que você não tenta, só por hoje, concentrar-se em aproveitar cada momento? Em dar o seu melhor em cada situação que se lhe apresenta?

Experimente. Descubra o poder do foco e, assim fazendo, assuma a responsabilidade de sua própria felicidade.
 
Autor: Isha
Texto extraído do site "Somos Todos Um"