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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Ilumine-se!


"O autoconhecimento se torna uma necessidade prioritária na programática existencial da criatura. Quem o posterga, não se realiza satisfatoriamente porque permanece perdido em um espaço escuro, ignorado dentro de si mesmo". (Joanna de Angelis)

Antes do surgimento do espiritismo e das psicoterapias que investigam o inconsciente profundo, era conhecida somente uma memória, que ligava a pessoa a acontecimentos de sua vida atual. A ciência espírita e as novas metodologias terapêuticas aprofundaram a investigação do inconsciente humano através da memória periespiritual, também conhecida como memória extracerebral, ou seja, a faculdade que retém ideias, sensações e impressões adquiridas anteriormente à fase intrauterina da vida presente do indivíduo.

Essa visão interdimensional da natureza humana amplia a visão reducionista do comportamento e ilumina o caminho de quem busca respostas para os significados da vida a partir do processo de autoconhecimento.

No entanto, acessar uma área protegida pelo "véu do esquecimento" como se referem os espíritas, é aceitável sob o ponto de vista ético, quando a intenção é buscar informações que possam aliviar a dor psíquica pelo esclarecimento da situação pretérita que gerou a experiência de sofrimento da vida atual.

A regressão de memória a vidas passadas não opera milagres de cura, mas ajuda a pessoa a conhecer-se melhor através do mecanismo causa-efeito que gera o desconforto psíquico.

O ser inteligente é uma soma de fatores que associa passado e presente numa proposta de evolução consciencial. Acessar informações do inconsciente profundo em benefício de si mesmo é uma oportunidade de resgatar verdades perdidas no labirinto do tempo.

Neste sentido, a regressão de memória torna-se um eficiente instrumento quando utilizado com a finalidade terapêutica de trazer à luz da consciência, sintonias que se interconectam através de distintas épocas e que interferem de uma forma incisiva na qualidade de vida da pessoa.

O terceiro milênio avança e com a nova era de transformações, a visão interdimensional da natureza humana expande os horizontes do conhecimento para muito além da sensorialidade comum, abrindo caminhos para que a inteligência humana penetre em dimensões nunca antes visitadas.

Neste desbravar de caminhos, o autoconhecimento liberta o ego para que ele assuma sua identidade de conexões interdimensionais. Porém, antes, o processo deve passar pela compreensão e superação dos bloqueios psíquico-espirituais que ligam o indivíduo às repercussões de suas vivências na dimensão física. Ou seja, o ego precisa compreender-se para libertar-se de seu fardo e aceitar o self como legítimo substituto na jornada evolutiva.

Somos aquilo que criamos para nós mesmos, desta verdade ninguém escapa. Alimentamos, durante o ciclo reencarnatório, sentimentos que podem ganhar intensidade com o passar do tempo. Por falta de conhecimento de si próprio, acumulamos em nossa bagagem existencial: culpa, raiva, carência afetiva e desilusão, entre outros. Energia que atua negativamente no sentido de desfocar o espírito de seu real objetivo, que é o progresso pela via da libertação das mazelas humanas que o tornam dependente de uma limitada percepção existencial.

Se os relacionamentos não dão certo, procure em você as causas das frustrações amorosas. Se a carreira profissional não decola, encontre nas suas limitações as origens de sua indignação. Se alguns sentimentos mais intensos o perturbam a ponto de interferir na sua qualidade de vida, investigue o seu passado à procura de sintonias.

A falta de luz consciencial significa bloqueio, escuridão, prisão, desconhecimento. O contrário ilumina, desbloqueia, cura e liberta. Temos a liberdade de escolha entre uma situação ou outra. A primeira representa paralisia, cegueira existencial. A segunda significa libertação de si mesmo e expansão da consciência.

Somos o resultado daquilo que semeamos durante muitas vidas do espírito imortal. Neste longo processo, o despertar que altera o próprio paradigma não acontece por acaso. Precisamos ter convicção e perseverar no autoconhecimento para atingir, gradativamente, os degraus da evolução, que começa com a solução dos problemas mais simples, mas que impedem que visualizemos além de nosso egocentrismo.

Nascemos de pais biológicos, mas como disse Kahlil Gibran "somos filhos e filhas da vida, desejosa de si mesma". Desejo de ver seus filhos crescerem, se expandirem em busca de verdades íntimas que precisam compreender e elaborar para tornarem-se seres amadurecidos e de bem consigo mesmos, com o outrem e com o mundo em transformação.


Flávio Bastos

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O Poder do Foco


Nós realmente não temos ideia do quão poderosos somos. Temos a tendência de nos ver pequenos em um mundo enorme, fazendo todo o possível para influenciar as marés que estão entre nós e nossa realização. Mas há uma verdade que pode mudar essa percepção, deletar em nós o sentimento de vítimas para atingir a verdadeira liberdade: naquilo que você focar cresce.

Nosso foco cria a nossa realidade. Se nos concentrarmos no que está errado em nossas vidas e nossos mundos, o que vemos? O que há de errado! Mas se nos concentrarmos nas coisas que amamos, as coisas que nos inspiram e nos enchem de alegria, começamos a ver a beleza que antes estávamos tão cegos para ver. Você pode transformar sua experiência de vida em um instante, apenas optando em focar para dentro. Basta colocar a sua atenção profundamente para dentro de si, em vez de ficar preso nos dramas e preocupações do mundo que o rodeia, você pode quebrar os padrões que você teve ao longo da vida, de descontentamento e preocupação.

Então, se é tão simples, por que não o fazemos? Eu sei porquê: porque não queremos. Não queremos ser felizes, preferimos lutar por aquilo que achamos que deve ser corrigido. Não nos rendemos, queremos ganhar. Não queremos aceitar a nossa realidade, queremos perseguir nossas ideias sobre como as coisas deveriam ser, em vez de aceitá-los como elas são. Por quê? Porque estamos convencidos de que sabemos melhor do que ninguém como deveriam ser as nossas vidas. A verdade é que a nossa ideia do mundo perfeito foi moldada pelas opiniões de muitos, pelos medos e inseguranças causadas por muitas experiências de vida, por isso não é realmente a nossa ideia em absoluto.

As crianças não fazem isso. Elas abraçam o que elas têm, sem dúvida. Quando eu morava no litoral colombiano, os meninos locais costumavam jogar futebol com os pés descalços, com cocos. Eles não estavam lá fora, desanimados, pensando: "Se tivesse sapatos esportivos Nike, eu poderia jogar muito melhor". "Se tivéssemos uma bola de verdade, em vez do coco!" Eles não pensam assim, divertem-se demais apreciando o que têm do jeito que é.

Eu não nego a importância de trabalhar por um mundo melhor. Admiro qualquer atividade que ajude a unir a humanidade e melhorar a qualidade de vida no planeta. Mas se nos concentrarmos no que está errado, mesmo com a intenção de corrigir isso, estamos perpetuando descontentamento e insatisfação. Vamos nos concentrar no que temos conseguido, no mundo incrível e maravilhoso em que vivemos e as pessoas apaixonadas e inspiradas que estão dando o seu melhor para a humanidade a cada dia. Vamos nos concentrar no que podemos dar, nas maneiras pelas quais nós possamos trazer mais alegria e satisfação para a vida. Vamos nos concentrar em estar totalmente presentes, em nos conhecer, aceitar-nos e nos abraçar a nós mesmos. Então, naturalmente, estaremos compartilhando esse amor com aqueles que nos rodeiam.

No que você está focando agora? Nas frustrações do passado ou nas preocupações do futuro? Por que você não tenta, só por hoje, concentrar-se em aproveitar cada momento? Em dar o seu melhor em cada situação que se lhe apresenta?

Experimente. Descubra o poder do foco e, assim fazendo, assuma a responsabilidade de sua própria felicidade.
 
Autor: Isha
Texto extraído do site "Somos Todos Um"
 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Siga o Seu Próprio Caminho

"Nada de imitar seja lá quem for. Temos de ser nós mesmos. Ser núcleo de cometa, não cauda. Puxar fila, não seguir". (Monteiro Lobato)

Segundo a fábula infantil, Maria era uma ovelha que sempre fazia o que as outras ovelhas faziam. Se todas iam para baixo ela ia também, se iam para cima, Maria as seguia. Ela nunca fazia o que queria, até que um dia tomou uma decisão que mudou o rumo de sua vida - trilhar o seu próprio caminho.

E assim pode ser o "João vai com os outros", quando prefere imitar, crer cegamente ou transferir responsabilidades que lhe são inerentes no processo vital. Espera que os outros decidam qual o melhor caminho para a sua vida, até sentir-se frustrado e decepcionado com o seu destino e despertar para a individualidade como meta de crescimento a partir de suas próprias escolhas.

A interdimensionalidade, inerente ao ser dotado de inteligência e livre-arbítrio, tem demonstrado na prática terapêutica, através de inúmeras experiências regressivas de memória, que reproduzimos padrões comportamentais associados à zona de conforto, cujo comodismo ou tendência de nos "sentirmos bem" na inércia existencial, leva-nos a repetir, vida após vida, experiências vinculadas ao fanatismo, que é a paixão cega que estimula-nos a cometer excessos em favor de uma religião, doutrina, partido político etc. Caminhos que, geralmente, embotam a mente e mantêm por tempo indeterminado, o indivíduo prisioneiro de processos obsessivos de origem anímica ou espiritual.

Nesta lógica, a síndrome de vitimização, entre outros desequilíbrios psíquico-espirituais que apresentam a baixa autoestima como um bloqueio às iniciativas necessárias ao crescimento pessoal, são responsáveis por um considerável número de pessoas que idealizam doutrinas ou idolatram indivíduos, transferindo, desta forma, uma parcela de sua própria responsabilidade nas mudanças que almejam para si mesmas ou para o contexto da sociedade.

No entanto, apesar de um tanto confuso e ainda envolvido pelas suas próprias limitações e pelas artimanhas do poder político-econômico das sociedades de consumo, que ditam regras de comportamento, o homem começa a despertar para a criação de um modelo social que contemple o bem-comum como uma afirmação do milênio em curso.

Nesta direção, aos poucos, o homem liberta-se das amarras que o prendem a valores materialistas vinculados ao egocentrismo. Mecanismo que gera um número incalculável de "Marias e Joãos", dependentes de um estado de coisas criado pelo ciclo reencarnatório que tende a se repetir sem uma alteração comportamental que seja significativa para estes indivíduos. E a libertação de um padrão de comportamento arraigado ao passado é determinante para que o indivíduo assuma a sua condição de agente transformador de realidades, a partir da "realidade" de si mesmo inserida na transparência do universo.

Como registrou o poeta espanhol, Antonio Machado: "Não há caminhos, se faz caminhos ao caminhar", pois a natureza do ser inteligente não o orienta a seguir, indefinidamente, caminhos atrás do outrem, mas vivenciar a própria experiência ao trilhar um caminho que o leve ao crescimento integral em sintonia com a expansão da consciência. 

Neste sentido, temos uma referência que poderá surgir como uma luz a iluminar a nossa caminhada, que são as leis universais -ou naturais- que orientam o ser inteligente a seguir a trilha do encontro consigo mesmo através da prática do bem e do amor fraternal. Um caminho de descobertas que apuram o sentido da vida e o senso de responsabilidade do indivíduo para consigo próprio, com o outrem e com o planeta Terra que é a sua morada.

Autoconhecimento de nível avançado que abre as portas da percepção para a natureza interdimensional do homem. Uma experiência de evolução a partir de uma escolha que transcende ao ego, observado como uma instância da personalidade limitada às ressonâncias das vivências na dimensão da matéria.

Portanto, dizer que uma pessoa é "Maria vai com as outras", significa dizer que ela é facilmente influenciável, sem vontade própria e que se deixa levar pela opinião de outras pessoas. Um paradigma que pode ser alterado quando decidimos trilhar o próprio caminho, como sugere a fábula no seu final: "Agora, mé, Maria vai para onde caminha o seu pé".

Flávio Bastos

quinta-feira, 27 de março de 2014

Fé ou Pensamento Positivo

Pensar positivo faz um bem enorme. Você já deve ter ouvido essa frase: Quando você quer alguma coisa, todo o Universo conspira ao seu favor. E é quase isso mesmo. Quase. Porque além do querer, é preciso também agir. Desejar algo é movimentar energias em torno do que se quer. É já possuí-lo psiquicamente.
 
Os pensamentos emitem correntes magnéticas, capazes de influenciar  pessoas e coisas à nossa volta, atraindo-as ou repelindo-as, positiva ou negativamente. O pensar e o livre arbítrio são atributos que nos fazem espíritos responsáveis pela própria evolução. E a vontade é o pensamento transformado em força geradora.
 
Mas nem sempre o 'querer' é 'poder'. Lembra da máxima de Jesus: "Ajuda-te e o céu te ajudará"? O pensamento positivo, somente, não vai engordar sua conta bancária do dia para a noite. Porém, segundo várias pesquisas, uma atitude otimista pode influenciar muito a resistência do organismo às doenças. Conseqüentemente, uma melhor qualidade de vida. Pense e aja positivo!
 
"Pensamentos de raiva e rancor afetam o campo da aura humana, desequilibrando-o energeticamente, podendo trazer consequências para o corpo etéreo. De forma contrária, o pensamento positivo tem o poder de reverter um quadro vicioso de desequilíbrios, propiciando a cura do ser humano em vários níveis. Mas como fazer?
 
1. Ao acordar: mentalize ou diga para si mesmo em voz alta: "Meu dia hoje será especial, vou realizar todos os meus projetos de forma harmônica e transmitir a todos que encontrar amor, paciência e tolerância..."
 
2. Durante o dia: Ao começar a se aborrecer com algo, se sentir triste ou magoado, respire fundo, conte até 10 e inverta o seu pensamento: ao invés de ter raiva, transforme em amor; impaciência em tolerância, tristeza em alegria; compreenda que todos somos imperfeitos, e através do erro estamos aprendendo a sermos melhores... Pense em você e no outro como uma criança que aprende as primeiras palavras sem medo de ousar ou errar, pois este é o caminho...
 
Olhe para o céu, as flores, crianças sorrindo, seu filho, seu companheiro; busque em cada ser e situação única sua beleza mais interna... Acredite em você e em tudo que você pode fazer principalmente por aqueles que não tem nada, que não andam ou falam ou que nunca receberam um simples sorriso... Nunca pense que nada pode fazer, pois às vezes um simples abraço já é tudo e pode mudar completamente o caminho de alguém.
 
3. Antes de dormir: agradeça pelo seu dia e pelo privilégio de ter vivido mais um dia com outras pessoas. Mentalize uma luz bem forte do branco mais alvo saindo do meio do seu peito, iluminado todo o seu corpo e de todos aqueles que necessitam desta luz... E, seja muito feliz!!!

Desconheço a Autoria

sexta-feira, 14 de março de 2014

O Descanso que Procuramos

Toda inquietude, todas as dores, todos os ruídos que tantas vezes parecem lhe invadir são apenas expressões desorganizadas de algo maior, de seu potencial de vida e sua capacidade de expressar-se em amor.

Talvez não esteja claro agora. É necessário pacificar-se para entender.
Não é o mundo, nem as pessoas, nem nada mais que deve promover paz em nós. Esse é nosso condicionamento, geralmente é assim que somos levados a acreditar: A paz está em algo a ser buscado, uma meta, uma pessoa, um evento que um dia encontrarei.

Essa busca insaciável nos desorganiza.
Faz com que as emoções enfraqueçam, nossa natureza seja distorcida, a criatividade se dilui, coloca-se um véu denso e escuro sobre nossa capacidade de enxergar com clareza, afinal, tudo o que temos naturalmente como potencial humano, toda beleza e potencial se confinam em uma estrada, estreita, congestionada, poluída e que não vai dar em nenhum lugar. Nos aprisionamos voluntariamente.

Como aquele mundo de gente que sai no feriado para o litoral achando que encontrará felicidade em uma praia lotada, carros literalmente estacionados nas estradas, falta de estrutura, de água, de comida, horas de paciência na ida e na volta enquanto a cidade desfruta de uma rara paz.

Entende o que estou falando? Preste atenção:
As dores existenciais que não sabe explicar, a sensação de que tem coisa faltando, o desconforto latente diante do que as pessoas tem se tornado, diante do que você mesmo tem se tornado, não indicam “doenças”, pelo contrário, refletem que há em você, dentro, muito mais do que convém aos “donos do mundo”, aqueles que usam nossa sede para criar zumbis em prisões emocionais, escravos que passam a vida inteira buscando lá fora, em tudo o que dizem, ou melhor, que vendem, o que encontrariam se simplesmente se enxergassem com verdade, se parassem de correr atrás de todos os pneus que passam pela estrada.

A paz mora ai dentro. Não fora. Não lá, mas aqui. Tudo ficará absolutamente claro quando você se permitir parar, aquietar e enxergar. Não há fórmulas mágicas, encantamentos ou nada que substitua esse entendimento básico: É preciso enxergar-se.

Siga seu caminho com simplicidade, alegria, presente no hoje, no agora, encontrando significados no cotidiano. Seja humano, seja você.
Esteja consciente, o que hoje parece desarmonia, refletirá sua paz interior e naturalmente se harmonizará conforme acontecer em seu coração. Só não inverta as coisas, não se engane, não se perca.

Autor: Flávio Siqueira

segunda-feira, 10 de março de 2014

As Essências Florais


Medo, insegurança, culpa, apego, ansiedade, baixa autoestima, são alguns dos distúrbios emocionais que mais acometem o ser humano. Ao se cristalizarem, criam bloqueios que os impedem de ser elaborados e, consequentemente, acabam dificultando a vida da pessoa.

Estes estados emocionais acabam gerando desequilíbrios orgânicos, visto que fazem com que a energia vital fique bloqueada ou seja canalizada de modo inadequado.

As essências florais agem com o intuito de dissolver as couraças emocionais, resgatar a espontaneidade e a autenticidade. Eles nos permitem estabelecer uma conexão harmoniosa com a totalidade de nosso ser, e o contato com a Fonte original da energia vital.

O descobridor dos poderes curativos das flores, o Dr. Edward Bach, nasceu em setembro de 1886, em Moseley, um povoado perto de Birmingham, na Inglaterra. Desde criança demonstrou grande amor pela natureza, forte poder de concentração, excelente humor, profunda intuição e sensibilidade.

Aos 20 anos, ingressou na Faculdade de Medicina de Birmingham. Especializou-se em bacteriologia, imunologia e saúde pública. Durante a I Guerra Mundial trabalhou muito, cuidando de 400 leitos no Hospital Universitário.

Nesta época, o Dr. Bach observou como os pacientes reagiam diante da doença e como esta reação influía em seu curso. Concluiu que no tratamento de doenças, a índole tinha mais importância que o corpo físico.

Em 1929, aos 43 anos de idade, o Dr. Bach era respeitado pelos médicos de toda a Europa. Tinha todo sucesso profissional tanto como clínico como pesquisador mas, obedecendo a sua intuição, abandonou as atividades na cidade e partiu para o campo (Mount Vernon), em busca de novos remédios.

Ele procurava na natureza um remédio que pudesse elevar as vibrações da personalidade, a fim de corrigir o conflito entre o Eu Superior e o Eu Inferior, que gera distúrbios e desequilíbrios no homem.

Bach era uma pessoa muito sensível capaz de sentir reações físicas e emocionais ao se aproximar das plantas, e com essa habilidade e sua determinação interior, passou a pesquisar as essências florais em 1930, com foco na sua própria busca de auto-equilíbrio.

Posteriormente começou a utilizar as tinturas vibracionais com outras pessoas, realizando gratuitamente seus atendimentos. Nesta época mantinha um ambulatório próprio onde atendia pessoas carentes, mas mantinha também seu consultório, que era bastante reconhecido em seu meio.

Ao longo de seis anos, o medico sintetizou o sistema com 38 Essências Florais, e quando verificou a eficácia dos medicamentos e compreendeu a ajuda que poderiam dar à humanidade, em 1936, disse a um de seus colaboradores:
"Minha tarefa está cumprida, minha missão nesse mundo está terminada".
Poucas semanas depois, morreu dormindo. Deixou um conhecimento profundo e simples, a ponto de permitir a automedicação e a prescrição por leigos.

O Dr. Bach pesquisou remédios com o desejo de destiná-los à utilização simples das pessoas, para que elas mesmas pudessem se cuidar a partir da auto-observação. Seu sistema floral foi citado pela Organização Mundial de Saúde como sistema complementar e alternativo de tratamento.

A experiência foi demonstrando que em muitas situações o auto-tratamento não oferece problemas. Mas, nos casos em que a consciência de si mesmo é inexistente e as reações totalmente instintivas, a automedicação não é recomendável, pois dificilmente é possível ao doente fazer interpretações objetivas.

Na década de 80, inspirados pela experiência e propósito de Bach, surgiram muitos outros pesquisadores no mundo. Atualmente existem centenas de sistemas florais em todo o planeta.

Eles constituem um presente do divino para nós seres humanos, o conhecimento que tornou possível refazer a nossa conexão com a natureza, e a consciência de que somos parte indissociável do Todo.


Elisabeth Cavalcante

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A Energia do Pensamento por Julie Redstone

"Há uma nova ciência do pensamento e da energia que se formará, enquanto a vida é compreendida mais plenamente em termos espirituais. Esta nova ciência espiritual terá muitos níveis de expressão, no entanto, um dos básicos é que ela criará uma compreensão do relacionamento do pensamento com a energia, e da energia com os corpos energéticos dos outros, tanto humanos como não humanos.

Uma premissa fundamental desta nova ciência é que o pensamento é energia, não energia física, mas parte de um continuum de energia espiritual que afeta e é parte da vida como um todo.

Quanto mais puro, mais claro e mais cheio de luz for o pensamento, mais potente ou dirigida pode ser a energia que o libera. No entanto, não importa quão obscuro possa ser um pensamento, ele ainda libera energia na direção do seu conteúdo, valência emocional e motivação.

Começar a mudar os pensamentos, ou mesmo observá-los, de inicio, parece uma tarefa quase impossível, mas não é. É simplesmente uma prática que vai se adquirindo aos poucos.

Nossos pensamentos são resultado, em grande parte, do que acreditamos, pois estão baseados em nossas crenças.

Se pensamento é energia, como está a energia dos seus pensamentos?

Se você atrai coisas boas pra sua vida isso significa que a energia dos seus pensamentos está atraindo situações de mesma frequência, ou seja, você tem pensamentos bons que criam uma energia boa e assim atraem pessoas e situações boas pra sua vida."


Julie Redstone
Fonte: http://universonatural.wordpress.com/

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Atrair Boas Energias

Sempre repito que cultivar pensamentos positivos atrai boas energias e ajuda a viver melhor. Porém, muitos reclamam comigo, dizendo que tentaram e, ainda assim, não obtiveram o que queriam. Pudera: para movimentar as energias e fazer acontecer o que desejam, não basta fazer afirmações. É preciso estar conectada com seu mundo interior e ligar-se com as leis cósmicas que regem as forças do universo.

De nada adianta repetir frases afirmativas e continuar infringindo os princípios básicos das leis divinas – conservando a mágoa, a mesquinhez, o desejo de vingança… Isso é renegar suas qualidades de espírito eterno e, consequentemente, as imensas possibilidades do seu potencial.

Afirmações positivas só funcionam quando você está centrada em seu mundo interior e respeita os princípios das leis espirituais. Assim, apenas surtem efeito quando proporcionam o bem de todos os envolvidos. Já conectar-se à sua alma significa sentir o que vai em seu íntimo, evocando o bom senso que Deus colocou dentro de cada ser.

Um início promissor para a conquista do seu poder interior? Observar seus pontos fracos – mas sem críticas, deixando o julgamento de lado tanto para suas atitudes como para as dos outros. Ou seja, jogar fora toda a ilusão e ter a ousadia de se ver como você é: alguém que, apesar das conquistas e qualidades, tem dado importância a coisas que dificultam seu progresso. Trata-se de um encontro consigo mesma.

Não tem a ver com religiões nem rituais, mas com os princípios das leis eternas que funcionam no sentido de nos conduzir ao equilíbrio. Ora, você foi criada à semelhança de Deus. Logo, seu espírito guarda dentro de si tudo o que precisa para conquistar progresso e bem-estar. Se isso não está acontecendo, atenção ao que vai em seu coração e em como lida com os acontecimentos do dia a dia.

Quando você deseja se libertar de uma situação complicada – um relacionamento difícil ou um problema para o qual não vê saída -, antes de fazer uma afirmação positiva em favor da melhor solução é preciso entrar no seu mundo íntimo e buscar o caminho da purificação. Mesmo que se julgue uma vítima da maldade alheia ou das circunstâncias, exima-se do julgamento, entregue a situação nas mãos de Deus.

Diga que não deseja mais ter em seu coração tanta dor, que não deseja mais se limitar e precisa encontrar a paz. Coloque sua vontade nesse pedido e, quando sentir que está mais calma, faça as afirmações positivas visando não apenas o seu bem, mas também o de seus desafetos.

Proceda assim durante vários dias, até sentir-se totalmente em paz. Confie na sabedoria divina e, quando aquela voz sabotadora aparecer trazendo desconfiança, não lhe dê importância. Mantenha seu pensamento firme na fé. Estou certa que você terá sucesso.

E, conforme for conseguindo seus objetivos, desenvolverá um método próprio de ligar-se com seu mundo interior que é a única forma de tornar-se uma pessoa centrada, equilibrada, segura, que sabe como enfrentar todos os desafios que a vida lhe trouxer.

A purificação de suas atitudes trará grandes benefícios. Abrirá as portas das bênçãos espirituais que Deus tem a dar para todos os seus filhos. E Ele o faz de forma simples, mas verdadeira e eficiente, ensinando o caminho mais curto para a felicidade.

A confiança de que você não está só e há uma força superior que rege nossos destinos e cuida do nosso bem-estar traz harmonia e paz.

Zibia Gasparetto

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Meditação: Silenciando a Mente

Você sabe o que é meditar?
Meditar é estar com o corpo relaxado e acionar o melhor de si, seu próprio centro. É calar a mente para ouvir a alma. É integrar corpo, mente e espírito. É simplesmente sentar-se sem fazer nada – não usar o seu corpo nem a sua mente.
Quando meditamos, nossa mente fica num estado que denominamos papel em branco, ou seja, não pensamos em nada, é um simples silenciar e deixar-se ir.
O objetivo primordial é a parada gradativa das ondas mentais. Em outras palavras meditar é buscar o silêncio que existe dentro de você, mas que se perde na agitação do dia-a-dia e na confusão de pensamentos e sentimentos.
Quando você não estiver fazendo absolutamente nada, seja física, ou mentalmente, ou em qualquer outro nível, quando toda a atividade houver cessado e você estiver apenas sendo, você estará meditando. Nesse ponto o corpo fica imóvel e a mente silencia, de modo que seduzimos nosso espírito e então temos acesso a nossa essência, ao nosso verdadeiro eu, ao campo da pura potencialidade.
Quando o ser humano nasce, ele é íntegro, é parte contínua do Universo. Com o passar do tempo, com o estresse diário a que estamos submetidos, nos afastamos dessa união com o todo, dando início a um processo de desintegração – o campo da pouca potencialidade. Esse é o início das doenças – físicas e da alma. A doença nada mais é que saudade do lar. Isso quer dizer que adoecemos porque nos afastamos de nós mesmos, de nossa essência: saudável, feliz, com direito à abundância. A saúde é o estado natural do ser humano.
A mente apaziguada auxilia na prevenção de doenças, acelera a recuperação física e pode também curar.
Muitas pessoas não meditam porque não sabem de fato o que é a meditação, ou acham que precisa-se de técnicas para meditar, ou sentar-se em uma posição específica, ou um horário específico, mas meditação não é necessariamente isso, nem exige tantas coisas como a maioria das pessoas pensa.
Você não precisa sentar-se na posição de lótus; não é preciso se torturar de forma alguma. Use a posição de lótus se você se sentir confortável com ela, caso contrário, opte por uma posição em que esteja totalmente confortável. Nenhuma postura especial é necessária, nenhum tempo especial é necessário, você pode meditar em qualquer lugar, desde que silencioso e confortável para si. Se nada acontecer, não importa. Fique em silêncio, centrado em si mesmo, e um dia, algo acontecerá.
Sempre que você conseguir, pare todo o resto e encontre tempo para apenas ser. Mesmo que seja um único momento em que você não esteja fazendo nada e esteja apenas em seu centro, completamente relaxado, isto é meditação.
Medite. Meditar faz bem para o corpo, para a mente e para o espírito.
 
Carolina Bonanomi

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Só eu sei quem sou. Os outros me imaginam.

Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.

Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.

Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.

Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.

Você é aquilo que reivindica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.

Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.

Martha Medeiros